Ana Vitória Dança Contemporânea

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==Breve Histórico==
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Dirigida pela coreógrafa, bailarina [[Ana Vitória]], no ano de 1996, a '''Cia Ana Vitória Dança Contemporânea''', surge no panorama da dança brasileira com seu primeiro trabalho profissional - "Valises" premiado na Mostra de Novos Coreógrafos daquele. ANA VITÓRIA recebe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor criação em 1997, o prêmio Mambembe de melhor intérprete/ criadora no ano de 1997 e o Prêmio Rio Dança de 1999 como melhor coreógrafa com seu trabalho Orikis. Em 2000 o espetáculo 1, Segundo ... é indicado para o Prêmio Rio Dança em três categorias; Melhor Coreógrafa - Ana Vitória, Melhor Bailarina - Andréa Bergallo e Melhor Iluminador - Milton Gigllio. Em 2003 a Cia Ana Vitória Dança Contemporânea passa a ser subvencionada pela Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro, no projeto de subvenção de Cias. Em 2004 é coreógrafa residente do Teatro Maison de France - RJ, onde estréia o espetáculo + Simples e o seu solo Valises é remontado para a Cia de dança da Cidade. Em 2008 é a coreografa residente do Ballet da Cidade de Niterói criando o espetáculo Tempos Líquidos. Sua parceria com as artes plásticas continua em 2009 com um espetáculo solo sobre a obra e o pensamento da artista plástica barasileira Lygia Clark. Também enriquece a trajetória da Cia, as atividades de Workshops, palestras, programas de Tvs, direções de corpo em shows, musicais, peças teatrais, performances em desfiles de moda e galerias de arte, cursos em Universidades no Brasil e no exterior, cursos livres, artigos publicados, bolsas de pesquisa, curadorias, e participação em mostras de vídeo-arte. Suas últimas peças coreográficas; “O Exercício de Dom Quixote” - 2005 e “Manuelagem” – 2006, estreiaram com sucesso na cidade do Rio de Janeiro, sendo indicados como um dos melhores espetáculos do ano. O rigor com a técnica, a disciplina e uma poética vanguardista, fazem da Cia Ana Vitória Dança Contemporânea uma referência da dança brasileira.
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==Proposta investigativa==
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A Cia Ana Vitória Cia de Dança Contemporânea surge no panorama da dança brasileira em 1996 com seu primeiro trabalho profissional "Valises". Dirigida pela coreógrafa baiana Ana Vitória, a Cia. conquistou seu público a partir do seu trabalho autoral, recebendo inúmeros prêmios no Brasil e no exterior. Sediada na cidade do Rio de Janeiro, Ana Vitória cria e recria suas obras a partir de uma poética de movimentos. Como intérprete-criadora Ana traz como marca seu vigor físico adquirido como atleta, a precisão e a originalidade pertinente ao pesquisador debruçado sobre a sua cultura, a brasileira.
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==Trabalhos realizados==
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===Afinal, o que há por trás da coisa corporal?===
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Criador(es): Ana Vitória Freire
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<br>Ano: 2010
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<big>''Afinal, o que há por trás da coisa corporal?'' é um diálogo com o movimento neoconcreto, em especial com Lygia Clark.
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A ação se dá dentro de uma tenda penetrável, criada por Sergio Marimba, por onde o público pode circular[http://idanca.net/lang/pt-br/2010/03/22/ana-vitoria-passeia-por-performance-e-instalacao-em-novo-trabalho/14379].</big>
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Nesta performance-solo, a coreógrafa baiana se exibe dentro de uma tenda criada pelo cenógrafo Sergio Marimba. Ana Vitória estabelece um diálogo com as artes plásticas, usando referências dos neoconcretistas, em especial de Lygia Clark (1920-1988). O primeiro figurino da apresentação reproduz Máscaras Abismo, um trabalho da artista de 1968, confeccionado com sacos de rede de náilon, daqueles que são usados para embalar laranjas.
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[http://www.youtube.com/watch?v=Yd34h2sdk-Q Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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[http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2010/03/15/ana-vitoria-multiplica-referencias-para-coreografia-de-sua-trajetoria/ Reportagem: ''Ana Vitória multiplica referências para coreografia de sua trajetória'']
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<big>O diálogo de Ana Vitória com Lygia Clark tem sido permanente desde a década de 1980. Provocador e estimulante,
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nas palavras da própria coreógrafa, é parte de sua relação intensa com as artes plásticas. “Sempre trabalhei com
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artistas plásticos em todas as minhas criações”, conta. “O processo é contínuo e vai além da cenografia. Na obra de
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Lygia Clark, o que me encanta é sobretudo o percurso do diálogo com o corpo, o olhar dela nesse sentido”[http://www.folhadofora.com/outros-temas/entretenimento/10304-bailarina-ana-vitoria-retoma-o-dialogo-com-a-obra-de-lygia-clark].</big>
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===Ciranda Cirandinha===
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Criador(es): Ana Vitória Freire
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<br>Ano: 2008
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<br>Direção Geral e Coreografia – Ana Vitória
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<br>Dramaturgia Lírica – Marcelo Aquino
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<br>Intérpretes – Ana Vitória, Thiago gomes, Samuel Frare e Renata Costa
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<br>Cenografia - Sérgio Marimba / Iluminação – Renato Machado
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<br>Figurino – Cláudia Diniz
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<br>Produção Neco Fx
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<br>Trilha Sonora – Cirandas e Cirandinhas / Heitor Villa-Lobos, Realização – Iroco Produções Artísticas LTDA.
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Inspirada na vida e na obra de Villa, a coreógrafa Ana Vitória vem resgatar esse universo musical tão nosso e tão singular, e tão pouco oferecido às próprias crianças. ''Cirandas Cirandinhas'', projeto que recebeu o prêmio Klaus Vianna pelo ineditismo e singularidade, onde a palavra não se faz necessária, traz para a cena contemporânea a leitura dos jogos e das brincadeiras infantis, embaladas pela música de Villa; em sua alma, é uma redescoberta de valores tão essenciais à construção do homem, que Villa sabia muito bem onde estavam - nas raízes, nas origens.
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A Condessa, Passa, passa, gavião , Zangou-se o Cravo com a Rosa?, Nesta Rua Tem Um Bosque, Lindos Olhos que ela tem, Olha o Passarinho, Dominé!, Carneirinho, carneirão  e muitas outras pérolas do nosso patrimônio cultural estão nesta paisagem sonora. O espetáculo é todo focado no gesto, na música e na estética visual; embrenha-se no universo lúdico das fábulas brasileiras, do faz-de-conta, da magia, exatamente como os contos de fadas são usados nos balés clássicos. A dança contemporânea explorou pouco ou quase nada desse universo, reservando suas leitura à análises reflexivas do homem moderno e suas questões.
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[http://www.youtube.com/watch?v=_WhePvyQOpc Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===Manuelagem===
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Criador(es): Ana Vitória Freire 
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<br>Ano: 2006
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<br>Direção Geral, Coreografia e interpretação: Ana Vitória
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<br>Direção Musical : Marcelo Rodolfo
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<br>Música: Rudepoema –  Heitor Villa Lobos
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<br>Intérprete: Nelson Freire
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<br>Assistência de direção: Jean Marrie Dübrul
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<br>Cenografia: Analu Prestes
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<br>Figurino: Claúdia Diniz
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<br>Iluminação: Renato Machado
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<br>Fontes de pesquisa: Gilberto Freyre, Luís da Câmara Cascudo, Di Cavalcanti, e Villa Lobos
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<br>Fotografia: Robson Drummond
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<br>Vídeo: Sofia Karam e Lola Lustosa
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<br>Programação Gráfica: Karin Palhano
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<br>Produção: NECO FX
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[[Arquivo:Manuelagem.jpg|Manuelagem]]
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Manuelagem - Linguagem das mãos. Esse termo, recortado por Câmara Cascudo em seu livro “História dos nossos gestos”, traduz o essencial do trabalho artístico. Pois é no dia a dia e nas horas infinitas de tecer fio a fio uma idéia que o artista constrói seu diálogo com o mundo. E de tanto fazer e desfazer esse caminho é que nos reconhecemos fazedores de nós próprios e do outro. Tecemos e destecemos incansavelmente como um motivo ou moto-continumm para prosseguirmos, e é nesta intrincada teia de sonhos e desejos, que o fazer recria o mundo e o redescobre.
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Um grande poeta, diz: “ O Brasil não conhece o Brasil” e de fato desconhecemo-nos. Mas a colonização diferente de nos cegar, apenas nos entorpece. Portanto é sempre dada a hora de nos voltarmos para dentro, como numa ciranda… O próprio Villa viveu seu despertar a tempo de nos devolver a pátria. Nossas vozes, nossas cores, nossas danças e nossos suores, reconhecendo-nos tão belos, tão viris, tão femininos, tão sinceros, tão fortes como as profundas raízes das nossas matas.
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“Dedos e braços falaram milênios antes da voz”, nos fala Cascudo,  fazendo-nos reviver nossa história onde o Gesto sempre foi anterior à palavra. Ele nos diz mais: “Diz-se que o homem do Povo com as mãos amarradas fica mudo” e aí nos lembramos do artista brasileiro Villa Lobos que com suas mãos de compositor ajudou a construir nossa identidade, nos devolvendo sempre dignidade e nos enlevando com a sua poesia. O espetáculo de dança MANUELAGEM, nos propõe esse olhar, ou melhor, essa escuta, a partir de som e movimento, do nosso contorno índio, popular, erudito e brasileiro.
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===O Exercício de Dom Quixote===
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Criador(es): Ana Vitória Freire
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<br>Ano: 2005
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[[Arquivo:Quixote.jpg|O Exercício de Dom Quixote]]
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O mundo celebrou em 2005 os 400 anos da publicação de Dom Quixote de La Mancha, saído da pena de Miguel Cervantes e alçado ao posto de um dos personagens mais expressivos da literatura mundial. É este herói alto e esquálido, a lutar por sonhos, que inspira o novo espetáculo da coreógrafa carioca Ana Vitória, "O Exercício de Dom Quixote".
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No espetáculo, imbuída do espírito de Quixote, Ana Vitória leva o público - através do código gestual, que prestigia o gesto e dele faz nascer a poesia - a conhecer a saga, a loucura e a parcela lúdica deste herói/anti-herói universal. A linguagem corporal é o caminho aqui encontrado para abordar as utopias do ser humano. Sozinha no palco, a coreógrafa nos leva num vôo solo pelo mundo de Quixote e sua vontade de acreditar nos sonhos apesar das limitações impostas pela realidade.
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Para enfrentar o desafio de colocar Quixote em movimento, Ana Vitória cercou-se de grandes parceiros, afinados com a sua proposta estética. Entre eles estão a figurinista Cláudia Diniz, que assina o modelo de silicone azul colado ao corpo; o maestro  Márcio Tinoco, autor da trilha sonora; o premiado cenógrafo Sérgio Marimba, que criou a estrutura móvel que sobe e desce em que Ana Vitória dança; além do iluminador Renato Machado.
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Com este trabalho a coreógrafa marca os dez anos de existência de sua companhia (completados em abril de 2006), que com seus passos precisos, os movimentos enérgicos e a pesquisa obsessiva do gesto tornaram-se referência no cenário da dança contemporânea nacional. Ao mesmo tempo enfrenta, como Quixote, a tarefa de ver-se diante de suas próprias questões éticas e filosóficas, e de colocar o público frente a esse espelho. Como gosta de afirmar Ana Vitória, "que venham os moinhos de vento!"
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[http://www.youtube.com/watch?v=b81kZuzlHOQ Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===+ Simples===
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Criador(es): Ana Vitória Freire 
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<br>Ano: 2004
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[[Arquivo:Maissimples.jpg|+ Simples]]
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Dois anos depois de criar "Sobre o Começo e o Fim", Ana Vitória novamente recorreu à literatura de Ítalo Calvino para criar “+ Simples”. Segundo ela, “+ Simples” é uma espécie de segundo ato de “Sobre o começo e o fim...”.
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<big>“’+ Simples’ é mais onírico, romântico e lúdico, despregado de regras, normas, além de mais abstrato”,
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diz a coreógrafa e intérprete.</big>
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A pontuação entre as duas coreografias ocorre por meio de um elemento cênico muito especial: uma escultura da artista plástica Iole de Freitas, concebida especialmente para os espetáculos.
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[http://www.youtube.com/watch?v=GjlnKxl_MhE&list=UUMR_bddzCjpznlZ2q5Rs0ZQ&index=5&feature=plcp Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===ÀSE===
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Criador(es): Ana Vitória Freire 
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<br>Ano: 2001
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[[Arquivo:Ase1.JPG|Àse]]
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[http://www.youtube.com/watch?v=zt7Ng1STWLk Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===Sobre o Começo e o Fim===
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Criador(es): Ana Vitória Freire 
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<br>Ano: 2002
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“Sobre o começo e o fim...” é inspirado na obra literária “Seis Propostas para o Próximo Milênio”, de Ítalo Calvino, da qual a bailarina retira três propostas: leveza, rapidez e exatidão. A partir destas, ela procura fazer uma releitura poética, adaptada para a dança.
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Uma das peças mais importantes do repertório de Ana Vitória, “Sobre o começo e o fim...” foi concebida em 2002.
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[[Arquivo:Sobreo_comeco.jpg|Sobre o começo e o fim]]
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[http://www.youtube.com/watch?v=B0jhfdUJtL8&list=UUMR_bddzCjpznlZ2q5Rs0ZQ&index=10&feature=plcp Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===1 , Segundo... ===
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Criador(es): Ana Vitória Freire 
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<br>Ano: 2000
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[[Arquivo:1segundo.jpg|1, Segundo...]]
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[http://www.youtube.com/watch?v=XNvyPkEJdBo&list=UUMR_bddzCjpznlZ2q5Rs0ZQ&index=11&feature=plcp Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===Antimatéria===
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Criador(es): Ana Vitória Freire
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<br>Ano: 1998
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[[Arquivo:Antimateria1.JPG|Antimatéria]]
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===Corpo Provisório===
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Criador(es): Ana Vitória Freire
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<br>Ano: 1997
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[[Arquivo:Corpo_provisorio.jpg|Corpo Provisório]]
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[http://www.youtube.com/watch?v=JeoxD7Uzd2k&feature=related Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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===Valises===
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Criador(es): Ana Vitória Freire
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<br>Ano: 1996
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[[Arquivo:Valises.jpg|Valises]]
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[http://www.youtube.com/watch?v=Zo_cDSSHZ0k&feature=related Assista - trecho em vídeo desse espetáculo]
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==Prêmios==
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*Prêmio Klauss Vianna 
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Categoria: Edital Público 
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<br>Título do trabalho: Cirandas Cirandinhas 
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<br>Ano: 2008
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*Espetáculo entre os 10 melhores de 2005 pelo Jornal O Globo 
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Categoria: Melhor espetáculo 
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<br>Título do trabalho: O Exercício de Dom Quixote 
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<br>Ano: 2005
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*Programa de subvenção de companhias do Rio de Janeiro  
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Categoria:
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<br>Título do trabalho: Sobre o Começo e o Fim 
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<br>Ano: 2003
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*Programa de Bolsa da RioArte
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Categoria: Edital Público 
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<br>Título do trabalho: Seis Propostas para o Próximo Milênio ou Minha Visão da Sexta
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<br>Ano: 2001
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Dirigida pela coreógrafa, bailarina e diretora artística [[Ana Vitória]], no ano de 1996, a '''Cia Ana Vitória Dança Contemporânea''', surge no panorama da dança brasileira com seu primeiro trabalho profissional - "Valises" premiado na Mostra de Novos Coreógrafos daquele. ANA VITÓRIA recebe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor criação em 1997, o prêmio Mambembe de melhor intérprete/ criadora no ano de 1997 e o Prêmio Rio Dança de 1999 como melhor coreógrafa com seu trabalho Orikis. Em 2000 o espetáculo 1, Segundo ... é indicado para o Prêmio Rio Dança em três categorias; Melhor Coreógrafa - Ana Vitória, Melhor Bailarina - Andréa Bergallo e Melhor Iluminador - Milton Gigllio. Em 2003 a Cia Ana Vitória Dança Contemporânea passa a ser subvencionada pela Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro, no projeto de subvenção de Cias. Em 2004 é coreógrafa residente do Teatro Maison de France - RJ, onde estréia o espetáculo + Simples e o seu solo Valises é remontado para a Cia de dança da Cidade. Em 2008 é a coreografa residente do Ballet da Cidade de Niterói criando o espetáculo Tempos Líquidos. Sua parceria com as artes plásticas continua em 2009 com um espetáculo solo sobre a obra e o pensamento da artista plástica barasileira Lygia Clark. Também enriquece a trajetória da Cia, as atividades de Workshops, palestras, programas de Tvs, direções de corpo em shows, musicais, peças teatrais, performances em desfiles de moda e galerias de arte, cursos em Universidades no Brasil e no exterior, cursos livres, artigos publicados, bolsas de pesquisa, curadorias, e participação em mostras de vídeo-arte. Suas últimas peças coreográficas; “O Exercício de Dom Quixote” - 2005 e “Manuelagem” – 2006, estreiaram com sucesso na cidade do Rio de Janeiro, sendo indicados como um dos melhores espetáculos do ano. O rigor com a técnica, a disciplina e uma poética vanguardista, fazem da Cia Ana Vitória Dança Contemporânea uma referência da dança brasileira.
 
==Ligações Externas==
==Ligações Externas==
[http://www.anavitoria.com.br/ Site da Ana Vitória Dança Contemporânea]
[http://www.anavitoria.com.br/ Site da Ana Vitória Dança Contemporânea]
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==Publicações==
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FREIRE, Ana Vitória. "Angel Vianna: uma biografia da dança contemporânea". Ed Dublin: 2005.
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==Referências Bibliográficas==
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Um Traçado Preciso da Dança - Ana Vitória. Editora: Letras: 2010.

Edição atual tal como 21h19min de 20 de abril de 2012

Ana Vitória

Tabela de conteúdo

Breve Histórico

Dirigida pela coreógrafa, bailarina Ana Vitória, no ano de 1996, a Cia Ana Vitória Dança Contemporânea, surge no panorama da dança brasileira com seu primeiro trabalho profissional - "Valises" premiado na Mostra de Novos Coreógrafos daquele. ANA VITÓRIA recebe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor criação em 1997, o prêmio Mambembe de melhor intérprete/ criadora no ano de 1997 e o Prêmio Rio Dança de 1999 como melhor coreógrafa com seu trabalho Orikis. Em 2000 o espetáculo 1, Segundo ... é indicado para o Prêmio Rio Dança em três categorias; Melhor Coreógrafa - Ana Vitória, Melhor Bailarina - Andréa Bergallo e Melhor Iluminador - Milton Gigllio. Em 2003 a Cia Ana Vitória Dança Contemporânea passa a ser subvencionada pela Prefeitura do Estado do Rio de Janeiro, no projeto de subvenção de Cias. Em 2004 é coreógrafa residente do Teatro Maison de France - RJ, onde estréia o espetáculo + Simples e o seu solo Valises é remontado para a Cia de dança da Cidade. Em 2008 é a coreografa residente do Ballet da Cidade de Niterói criando o espetáculo Tempos Líquidos. Sua parceria com as artes plásticas continua em 2009 com um espetáculo solo sobre a obra e o pensamento da artista plástica barasileira Lygia Clark. Também enriquece a trajetória da Cia, as atividades de Workshops, palestras, programas de Tvs, direções de corpo em shows, musicais, peças teatrais, performances em desfiles de moda e galerias de arte, cursos em Universidades no Brasil e no exterior, cursos livres, artigos publicados, bolsas de pesquisa, curadorias, e participação em mostras de vídeo-arte. Suas últimas peças coreográficas; “O Exercício de Dom Quixote” - 2005 e “Manuelagem” – 2006, estreiaram com sucesso na cidade do Rio de Janeiro, sendo indicados como um dos melhores espetáculos do ano. O rigor com a técnica, a disciplina e uma poética vanguardista, fazem da Cia Ana Vitória Dança Contemporânea uma referência da dança brasileira.


Proposta investigativa

A Cia Ana Vitória Cia de Dança Contemporânea surge no panorama da dança brasileira em 1996 com seu primeiro trabalho profissional "Valises". Dirigida pela coreógrafa baiana Ana Vitória, a Cia. conquistou seu público a partir do seu trabalho autoral, recebendo inúmeros prêmios no Brasil e no exterior. Sediada na cidade do Rio de Janeiro, Ana Vitória cria e recria suas obras a partir de uma poética de movimentos. Como intérprete-criadora Ana traz como marca seu vigor físico adquirido como atleta, a precisão e a originalidade pertinente ao pesquisador debruçado sobre a sua cultura, a brasileira.

Trabalhos realizados

Afinal, o que há por trás da coisa corporal?

Criador(es): Ana Vitória Freire
Ano: 2010

Afinal, o que há por trás da coisa corporal? é um diálogo com o movimento neoconcreto, em especial com Lygia Clark. 
A ação se dá dentro de uma tenda penetrável, criada por Sergio Marimba, por onde o público pode circular[1].


Afinal, o que há por trás da coisa corporal?


Nesta performance-solo, a coreógrafa baiana se exibe dentro de uma tenda criada pelo cenógrafo Sergio Marimba. Ana Vitória estabelece um diálogo com as artes plásticas, usando referências dos neoconcretistas, em especial de Lygia Clark (1920-1988). O primeiro figurino da apresentação reproduz Máscaras Abismo, um trabalho da artista de 1968, confeccionado com sacos de rede de náilon, daqueles que são usados para embalar laranjas.

Assista - trecho em vídeo desse espetáculo

Reportagem: Ana Vitória multiplica referências para coreografia de sua trajetória


Afinal, o que há por trás da coisa corporal?


O diálogo de Ana Vitória com Lygia Clark tem sido permanente desde a década de 1980. Provocador e estimulante, 
nas palavras da própria coreógrafa, é parte de sua relação intensa com as artes plásticas. “Sempre trabalhei com 
artistas plásticos em todas as minhas criações”, conta. “O processo é contínuo e vai além da cenografia. Na obra de 
Lygia Clark, o que me encanta é sobretudo o percurso do diálogo com o corpo, o olhar dela nesse sentido”[2]. 


Ciranda Cirandinha

Criador(es): Ana Vitória Freire
Ano: 2008
Direção Geral e Coreografia – Ana Vitória
Dramaturgia Lírica – Marcelo Aquino
Intérpretes – Ana Vitória, Thiago gomes, Samuel Frare e Renata Costa
Cenografia - Sérgio Marimba / Iluminação – Renato Machado
Figurino – Cláudia Diniz
Produção Neco Fx
Trilha Sonora – Cirandas e Cirandinhas / Heitor Villa-Lobos, Realização – Iroco Produções Artísticas LTDA.


Ciranda Cirandinha


Inspirada na vida e na obra de Villa, a coreógrafa Ana Vitória vem resgatar esse universo musical tão nosso e tão singular, e tão pouco oferecido às próprias crianças. Cirandas Cirandinhas, projeto que recebeu o prêmio Klaus Vianna pelo ineditismo e singularidade, onde a palavra não se faz necessária, traz para a cena contemporânea a leitura dos jogos e das brincadeiras infantis, embaladas pela música de Villa; em sua alma, é uma redescoberta de valores tão essenciais à construção do homem, que Villa sabia muito bem onde estavam - nas raízes, nas origens.

A Condessa, Passa, passa, gavião , Zangou-se o Cravo com a Rosa?, Nesta Rua Tem Um Bosque, Lindos Olhos que ela tem, Olha o Passarinho, Dominé!, Carneirinho, carneirão e muitas outras pérolas do nosso patrimônio cultural estão nesta paisagem sonora. O espetáculo é todo focado no gesto, na música e na estética visual; embrenha-se no universo lúdico das fábulas brasileiras, do faz-de-conta, da magia, exatamente como os contos de fadas são usados nos balés clássicos. A dança contemporânea explorou pouco ou quase nada desse universo, reservando suas leitura à análises reflexivas do homem moderno e suas questões.

Assista - trecho em vídeo desse espetáculo


Manuelagem

Criador(es): Ana Vitória Freire 
Ano: 2006
Direção Geral, Coreografia e interpretação: Ana Vitória
Direção Musical : Marcelo Rodolfo
Música: Rudepoema – Heitor Villa Lobos
Intérprete: Nelson Freire
Assistência de direção: Jean Marrie Dübrul
Cenografia: Analu Prestes
Figurino: Claúdia Diniz
Iluminação: Renato Machado
Fontes de pesquisa: Gilberto Freyre, Luís da Câmara Cascudo, Di Cavalcanti, e Villa Lobos
Fotografia: Robson Drummond
Vídeo: Sofia Karam e Lola Lustosa
Programação Gráfica: Karin Palhano
Produção: NECO FX


Manuelagem


Manuelagem - Linguagem das mãos. Esse termo, recortado por Câmara Cascudo em seu livro “História dos nossos gestos”, traduz o essencial do trabalho artístico. Pois é no dia a dia e nas horas infinitas de tecer fio a fio uma idéia que o artista constrói seu diálogo com o mundo. E de tanto fazer e desfazer esse caminho é que nos reconhecemos fazedores de nós próprios e do outro. Tecemos e destecemos incansavelmente como um motivo ou moto-continumm para prosseguirmos, e é nesta intrincada teia de sonhos e desejos, que o fazer recria o mundo e o redescobre.

Um grande poeta, diz: “ O Brasil não conhece o Brasil” e de fato desconhecemo-nos. Mas a colonização diferente de nos cegar, apenas nos entorpece. Portanto é sempre dada a hora de nos voltarmos para dentro, como numa ciranda… O próprio Villa viveu seu despertar a tempo de nos devolver a pátria. Nossas vozes, nossas cores, nossas danças e nossos suores, reconhecendo-nos tão belos, tão viris, tão femininos, tão sinceros, tão fortes como as profundas raízes das nossas matas.

“Dedos e braços falaram milênios antes da voz”, nos fala Cascudo, fazendo-nos reviver nossa história onde o Gesto sempre foi anterior à palavra. Ele nos diz mais: “Diz-se que o homem do Povo com as mãos amarradas fica mudo” e aí nos lembramos do artista brasileiro Villa Lobos que com suas mãos de compositor ajudou a construir nossa identidade, nos devolvendo sempre dignidade e nos enlevando com a sua poesia. O espetáculo de dança MANUELAGEM, nos propõe esse olhar, ou melhor, essa escuta, a partir de som e movimento, do nosso contorno índio, popular, erudito e brasileiro.


O Exercício de Dom Quixote

Criador(es): Ana Vitória Freire
Ano: 2005

O Exercício de Dom Quixote


O mundo celebrou em 2005 os 400 anos da publicação de Dom Quixote de La Mancha, saído da pena de Miguel Cervantes e alçado ao posto de um dos personagens mais expressivos da literatura mundial. É este herói alto e esquálido, a lutar por sonhos, que inspira o novo espetáculo da coreógrafa carioca Ana Vitória, "O Exercício de Dom Quixote".

No espetáculo, imbuída do espírito de Quixote, Ana Vitória leva o público - através do código gestual, que prestigia o gesto e dele faz nascer a poesia - a conhecer a saga, a loucura e a parcela lúdica deste herói/anti-herói universal. A linguagem corporal é o caminho aqui encontrado para abordar as utopias do ser humano. Sozinha no palco, a coreógrafa nos leva num vôo solo pelo mundo de Quixote e sua vontade de acreditar nos sonhos apesar das limitações impostas pela realidade.

Para enfrentar o desafio de colocar Quixote em movimento, Ana Vitória cercou-se de grandes parceiros, afinados com a sua proposta estética. Entre eles estão a figurinista Cláudia Diniz, que assina o modelo de silicone azul colado ao corpo; o maestro Márcio Tinoco, autor da trilha sonora; o premiado cenógrafo Sérgio Marimba, que criou a estrutura móvel que sobe e desce em que Ana Vitória dança; além do iluminador Renato Machado.

Com este trabalho a coreógrafa marca os dez anos de existência de sua companhia (completados em abril de 2006), que com seus passos precisos, os movimentos enérgicos e a pesquisa obsessiva do gesto tornaram-se referência no cenário da dança contemporânea nacional. Ao mesmo tempo enfrenta, como Quixote, a tarefa de ver-se diante de suas próprias questões éticas e filosóficas, e de colocar o público frente a esse espelho. Como gosta de afirmar Ana Vitória, "que venham os moinhos de vento!"

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+ Simples

Criador(es): Ana Vitória Freire 
Ano: 2004

+ Simples

Dois anos depois de criar "Sobre o Começo e o Fim", Ana Vitória novamente recorreu à literatura de Ítalo Calvino para criar “+ Simples”. Segundo ela, “+ Simples” é uma espécie de segundo ato de “Sobre o começo e o fim...”.

“’+ Simples’ é mais onírico, romântico e lúdico, despregado de regras, normas, além de mais abstrato”, 
diz a coreógrafa e intérprete.

A pontuação entre as duas coreografias ocorre por meio de um elemento cênico muito especial: uma escultura da artista plástica Iole de Freitas, concebida especialmente para os espetáculos.

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ÀSE

Criador(es): Ana Vitória Freire 
Ano: 2001

Àse

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Sobre o Começo e o Fim

Criador(es): Ana Vitória Freire 
Ano: 2002

“Sobre o começo e o fim...” é inspirado na obra literária “Seis Propostas para o Próximo Milênio”, de Ítalo Calvino, da qual a bailarina retira três propostas: leveza, rapidez e exatidão. A partir destas, ela procura fazer uma releitura poética, adaptada para a dança.

Uma das peças mais importantes do repertório de Ana Vitória, “Sobre o começo e o fim...” foi concebida em 2002.

Sobre o começo e o fim

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1 , Segundo... 

Criador(es): Ana Vitória Freire 
Ano: 2000


1, Segundo...

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Antimatéria

Criador(es): Ana Vitória Freire
Ano: 1998

Antimatéria

Corpo Provisório

Criador(es): Ana Vitória Freire
Ano: 1997

Corpo Provisório

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Valises

Criador(es): Ana Vitória Freire
Ano: 1996


Valises


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Prêmios

Categoria: Edital Público 
Título do trabalho: Cirandas Cirandinhas 
Ano: 2008

Categoria: Melhor espetáculo 
Título do trabalho: O Exercício de Dom Quixote 
Ano: 2005

Categoria:
Título do trabalho: Sobre o Começo e o Fim 
Ano: 2003

Categoria: Edital Público 
Título do trabalho: Seis Propostas para o Próximo Milênio ou Minha Visão da Sexta
Ano: 2001


Ligações Externas

Site da Ana Vitória Dança Contemporânea


Publicações

FREIRE, Ana Vitória. "Angel Vianna: uma biografia da dança contemporânea". Ed Dublin: 2005.


Referências Bibliográficas

Um Traçado Preciso da Dança - Ana Vitória. Editora: Letras: 2010.

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