Graciela Figueroa

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Breve Histórico:

Graciela Figueroa

Graciela Figueroa nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 15 de janeiro de 1944, começou a ter aulas de balé muito cedo, com uma professora russa chamada Madame Hintz. Aos 9 anos de idade já integrava o Grupo Dalica -Danza Libre de Cámara, dirigido por Elza Vallarino, introdutora da dança moderna no Uruguai. Aos 18 anos estreiou sua primeira coreografia com este grupo.


Em 1965 recebeu uma bolsa da Fundação Fullbright, e foi para Nova Iorque para estudar na Juliard School of Music and Dance. O aprendizado de música é um fator importante em sua trajetória artística, tendo nessa formação acadêmica seu ponto inicial, desenvolvendo mais tarde uma relação estreita entre dança e música em suas coreografias. Ainda em Nova Iorque, Graciela participou de importantes companias de dança moderna, como o grupo de Lukas Hoving e na Twila Tharp Dance Company. Também foi professora de dança na Merce Cunnigham School e no Connecticut College, importantes referências da dança moderna norte-americana.


Em 1970, Graciela volta à América Latina, para trabalhar alternadamente no Chile e no Uruguai. No Chile foi contratada para dirigir o Ballet Municipal de Santiago, para trabalhar com o Ballet CONADAC, do Ministério da Cultura e na Escola de Dança da Universidade de Santiago do Chile. Em 1971, trabalhou com um grupo independente formado por artistas chilenos e uruguaios, com que realizou diversos espetáculos. Em 1975, viaja para o Brasil e começa a dar aulas e coreografar no Grupo Transforma Centro de Dança, uma das primeiras iniciativas de pesquisa em dança contemporânea do Brasil, que abrigava dentre alguns de seus integrantes os irmãos Perdeneiras, fundadores do Grupo Corpo. Nessa época, Graciela atuou ainda no Balé Teatro Guaíra, em Curitiba.


Em 1977, Graciela mudou-se para o Rio de Janeiro para dar aulas no Centro de Pesquisa Corporal (1975-1982), dirigido por Angel vianna e Klauss Vianna, e para integrar o grupo Teatro do Movimento (1975-1981). Foi convidada também por Klauss para lecionar no Instituto de Musicoterapia e na Escola de Teatro Martins Pena. Foi também na escola de Angel e Klauss que Graciela, junto com Sheila Scklar e Dolores Fernandes, formaram um trio que seria o embrião do Grupo Coringa, fundado alguns meses depois por Figueroa. Seu trabalho fica conhecido por uma nova forma de fazer espetáculos de dança, pelo compromisso maior com a espontaneidade que com a limpeza técnica, o que gera muitas críticas, mas também muitos admiradores.


No Rio de Janeiro, as primeiras apresentações de Graciela Figueroa aconteceram no MAM, no extinto evento organizazado por Rainer Vianna, Encontros de Dança, na época um dos poucos espaços existentes para apresentação de novos trabalhos. O vanguardismo de Figueroa causaram impacto tanto na crítica especializada quanto entre a classe artística e público. No Rio de Janeiro as rupturas estéticas já afloravam na produção artística desde a década de 60, sob o signo da contracultura. Os movimentos artísticos incicavam uma nova linguagem, herdando do modernismo o exponencial da ruptura, mas traduzindo em novas formas de produzir e apresentar arte que inauguravam novas pesquisas.


No Parque Lage, década de 1970, Graciela se aproximou do grupo de artistas, participantes de um workshop facilitado por ela, que começaram a se encontrar para darem continuidade às pesquisas inauguradas no primeiro dia. O Parque Lage era um lugar de experimentações artísticas, cursos e performances, durante a década de 1970, onde aconteciam regularmente happennings como mostra e resultados de trabalhos desenvolvidos no espaço. Os encontros com Graciela foram se tornando cada vez mais frequentes e organizados, ela tomou à frente da direção do grupo e estava fundado o Grupo Coringa de Dança.


Rio Abierto y Desarrollo Armónico:

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Após 10 anos de trabalho à frente do Grupo Coringa, Graciela seguiu cada vez mais por um caminho que promove a relação entre a arte e o auto-conhecimento. Foi no encontro com Maria Adela Palcos, psicóloga argentina, criadora e diretora do Instituto Rio Abierto Buenos Aires, onde desenvolve um tipo de psicoterapa por meio da dança e da música, que Graciela se aprofundou nesse caminho espiritual, terapêutico, sem deixar a linguagem da dança. Atualmente, Figueroa é responsável pelos centros do Instituto Rio Aberto do Uruguai e Espanha. Mantém contato ainda com o grupo do Rio, que por trazer dois dos primeiros integrantes do Coringa em sua fundação, carrega o nome Coringa Rio Abierto.


Graciela possui hoje uma rotina de viagens, com oficinas e palestras e se dedica intensamente à facilitação de um em se conectar consigo e com o mundo. Em outras palavras, o sentimento de religiosidade que podia ser experimentado por quem teve contato com Graciela ainda nos tempos de Coringa, foi sendo cada vez mais desenvolvido e trabalhado. Sua sensibilidade, generosidade e espontaneidade, foram as bases para um trabalho que ainda estava por vir. Um caminho que começou a ser desenhado na experiência comunitária, criativa e de amor que todos os que a conheceram ou viveram o Coringa narram. Seu principal projeto atualmente é a direção do Espacio de Desarrollo Armónico, onde Graciela dá forma e método à seu trajeto profissional e pessoal. O espaço de desenvolvimento do ser, oferece aulas de corpo, dança, yoga, pilates, meditação, terapia, etc.


Ver também:

Referência Bibliográfica:


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