Márcio Cunha Dança Contemporânea

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Edição de 23h33min de 27 de novembro de 2011

O diretor e coreógrafo Márcio Cunha iniciou seus trabalhos em 2002, com a estréia de “Reação” no Panorama de Dança no Rio de Janeiro. Ao longo destes anos a pesquisa se desenvolveu nas relações possíveis entre artes plásticas e dança, na busca de interseções entre conceitos de ambas as artes.


Márcio Cunha


A escolha do pintor e o desejo de criação de cada obra coreográfica se dão a partir de um questionamento particular desenvolvido pela própria pesquisa. A dimensão da pintura e da dança, a construção dramatúrgica do movimento, a relação da figura humana com o ambiente, o espaço da pintura transposto para dança e a reconfiguração dos objetos a partir da relação do intérprete com a cena e a pintura. Pensamentos estes que geraram obras particulares e que levaram a busca de intérpretes com qualidades e características físicas pertinentes a cada proposta de montagem.


A Cia participou de diversos eventos com espetáculos e workshops no Rio de Janeiro, como Dança em Trânsito, Espaço Experimental coordenado pela Ana Kfouri- SESC Tijuca, Café Cultural coordenado por Gisele Tápias, I Mostra Carioca de Dança Contemporânea - direção e curadoria de Renato Vieira, Teatro Cacilda Backer, Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto, Teatro Angel Vianna e Circuito SESC Rio de Janeiro.

Tabela de conteúdo

Breve Histórico

A Márcio Cunha Dança Contemporânea foi contemplada pelo edital de dança da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro em 2008 e pelo projeto Conexão Rebouças do Centro Coreográfico do Rio de Janeiro para montagem do projeto “Vermelho Cádmio”.


No final de julho de 2009 foi convidado pela Funarte para realizar uma semana de ocupação no Teatro Cacilda Becker com aulas, debates, workshops e espetáculos da Cia. com enfoque na pesquisa realizada pela mesma.


Já no segundo semestre de 2011, a Cia. realizou apresentações do espetáculo "Figuras Amarelas" no Correios em Movimento e no Dança em Trânsito (RJ). Em setembro de 2011, estreou o espetáculo "Corvos e Girassóis" no SESC-Tijuca/RJ, com temporada de 3 semanas. E em outubro de 2011 a Cia. foi convidada para integrar a programação da semana da criança no evento - Dança rima com criança - no SESC - São Carlos/SP.

Obras

Corvos e Girassóis (2011)

“Corvos e Girassóis” é o novo espetáculo da Márcio Cunha Dança Contemporânea, livremente inspirado nas obras singulares de Van Gogh. O desafio foi construir um espetáculo em que as relações humanas, com seus conflitos e inquietudes e toda a carga dramática e dualística das obras de Van Gogh estivessem presentes no movimento do intérprete.


CorvosGirassóis.JPG


Uma obra de arte movente em que o público e os intérpretes tem a oportunidade de interagir. Com estas mudanças de perspectiva do olhar, o público pode observar de perto o intérprete e seus estados físicos carregados de diferentes intensidades.


Para o intérprete, a presença da platéia tão perto pode modificar seu estado e conseqüentemente sua movimentação. Já para o público, esta possibilidade pode causar estranhamentos e inquietudes capazes de aproximá-lo das aspirações e sentimentos de Van Gogh e, por conseguinte da essência de suas obras.


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Concepção e Direção: Márcio Cunha
Intérpretes Criadores: Márcio Cunha e Renata Reinheimer
Trilha sonora original: Leonardo Miranda e Tassio Ramos
Desenho de Luz: Leandro Barreto
Figurino: Maria Clara Wermelinger
Fotografia e Programação Visual: Leonardo Miranda
Direção de Produção: Verônica Fernandes
Produção executiva: Laryssa França


Figuras Amarelas (2010)

"Figuras Amarelas" é um espetáculo de dança contemporânea voltado para o público infantil. Uma obra livremente inspirada nos artistas plásticos brasileiros, nascidos em São Paulo, Gustavo Pandolfo e Otávio Pandolfo, mais conhecidos como OsGemeos.


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"Figuras Amarelas" se propõe a transformar a cena em um espaço vivo de histórias, repleto de imagens oníricas e lúdicas, transformando de forma inusitada o real.


Como nas obras dos artistas OsGemeos, o novo espetáculo da Cia. oferece ao público a oportunidade de ver signos concretos reconfigurados em imagens que trazem diferentes leituras.


No espetáculo, os objetos de cena vão delimitando o espaço cênico, construindo cenários, ganhando vida e sendo a ponte de ligação entre os intérpretes. A dança dos intérpretes nasce da relação direta com os objetos cênicos e de posturas físicas estudadas a partir de algumas obras dos artistas plásticos.


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Direção: Márcio Cunha
Asssitente de Direção: Renata Reinheimer
Intérpretes Criadores: Bruno Gomes, Carla Stank e Laís Monteiro
Animação Gráfica e Dsign Gráfico: Renato Vilarouca e Rico Vilarouca
Trilha sonora original fotografia: Leo Miranda
Assistente de rilha: Tássio Ramos
Desenho de Luz: Leandro Barreto
Figurino e Objetos de Cena: Maria José
Produção: Marina Gadelha


Vermelho Cádmio (2009)


Tendo como fonte inspiradora para montagem do espetáculo as obras do pintor americano do século XX, Andrew Wyeth (1917-2009), a Cia foi em busca neste trabalho, de uma relação pulsante entre plasticidade e dramaturgia na dança, construindo pinturas moventes em um espaço concreto semelhante a sonhos e lembranças trazendo ao público um estado contemplativo como na pintura.


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A arquitetura do movimento é borrada pela dramaturgia inebriada das sobreposições de memórias dos bailarinos, que buscam nas imagens do pintor e na relação com a cena, maneiras de presentificar emoções e sensações. Vermelho Cádmio descobre na relação com as pinturas de Wyeth, formas de quebrar barreiras entre representação cênica e realidade em busca de uma dança sensível.


Projeções, cenário, trilha sonora, luz e figurinos compõem quadros multiformes criando e recriando cenas pintadas com sutileza que transformam e interferem na ação dos bailarinos. Como nas pinturas de Wyeth, personagens solitários compõem com a arquitetura do espaço. O espetáculo Vermelho Cádmio por sua vez constrói novas pinturas que se apresentam sobrepostas por imagens de personagens solitários que ocupam o mesmo espaço em tempos diferentes.


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Direção e Coreografia: Márcio Cunha
Assistente de Direção: Renata Reinheimer
Elenco: Márcio Cunha e Renata Reinheimer
Elenco Convidado: Aline Teixeira, Frederico Paredes, Giselda Fernandes e Paula Mori
Colaborador Artístico: Paulo Marques
Desenho de Luz: Leandro Barreto
Trilha Sonora: Ricardo Moreira
Figurinos: Ricardo Moreira e Joana Antônio
Cenário: Renato Vilarouca, Ricardo Vilarouca e Márcio Cunha
Animação Gráfica e Programação Visual: Renato Vilarouca e Ricardo Vilarouca
Ensaiadora: Juliana Nogueira
Fotografia: Silvana Marques


Tela Azul (2008)

O espetáculo "Tela Azul" se propõe a trazer uma reflexão sobre os ciclos da natureza e da vida humana tendo como instrumento de criação a vida e as obras de Taizi Harada, pintor japonês contemporâneo de arte naïf. Suas peças revelam, na simplicidade peculiar e naïf, as mudanças das estações do ano no Japão, a relação do homem com a natureza e resgata a ingenuidade infantil, porém complexa, de um olhar que não se deixa impregnar pelo automatismo de hoje.


Renata Reinheimer


Taizi é um pintor portador da poliomielite que na sua infância morou nas altas terras do Japão. Imobilizado numa cadeira de rodas, observava atentamente com seus olhinhos infantis a aldeia que ficava no vale se transformar a cada estação.


Sem início nem fim, Tela Azul é um recorte na repetição cíclica das estações, uma grande tela a ser pintada pelos bailarinos que colorem a cena e texturizam o palco com sensações através do movimento. Para o coreógrafo Márcio Cunha, se trata de um espetáculo sensorial baseado nas impressões do mundo, que ganha vida nos corpos dos intérpretes, propondo assim, redimensionar o espaço, mudando a relação do homem com o tempo.


TelaAzul2.jpg

Direção e Coreografia: Márcio Cunha
Assistente de Direção: Renata Reinhemer
Bailarinos: Flora Mariah, Márcio Cunha, Renata Reinheimer e Rosana Seager
Desenho de Luz: Leandro Barreto
Figurinos: Ricardo Soares


Trabalhos Independentes

Dirigido em parceria com Carolina Pedalino. Apresentado no projeto “Raio X” (Teatro da UniverCidade - 2003), no Café Cultural (2004), em escolas municipais do Grande Rio (Projeto da Prefeitura - 2004), nos eventos “Migrações” (Museu de Arte Contemporânea de Niterói - 2004) e “Dança em Trânsito” (2004).


Apresentado no Centro Coreográfico do RJ (2006), no Teatro Cacilda Becker (2006) e no Festival Tápias (Teatro João Caetano - 2005), vencendo na categoria Melhor Intérprete Feminina (Carolina Pedalino).


Apresentado no “Panorama RioArte de Dança 2002 – Os Novíssimos” (Espaço Cultural Sérgio Porto), no evento “Sete Trabalhos em Cena” (Studio Casa de Pedra - 2002) e no Festival Tápias (Teatro João Caetano - 2002), vencendo nas categorias Revelação e Melhor Intérprete Masculino.


Apresentado no Café Cultural (2004).


Espetáculo apresentado em 2009 no Festival Tápias.


Apresentado no SESC Tijuca (2005) e no Café Cultural (2005).


Solo de dança contemporânea apresentado na “Mostra de Dança da UniverCidade” (2002).


Espetáculo apresentado no Café Cultural (2002), reunindo as peças coreográficas Reação, Impressões e Música Pra Dois.


Duo de Dança Contemporânea apresentado no “Panorama RioArte de Dança 2001 – Os Novíssimos” (Espaço Cultural Sérgio Porto).


Ver também

Blog Márcio Cunha Dança Contemporânea

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